Um dos grandes mestres da tribo falava a frente sobre o Shopenhauer. De que o pensamento único é informulável.
-Então vamos, diga ai o que é pensamento único.... vamos, dois pontos, abre aspas...
A índia comia gengibre do lado de Artor, para ficar com a garganta melhor. Gui observava e ria ... E Nightmare estava apenas como um passivo ouvinte...
E novamente vem aquela pergunta, qual o princípio de todas as coisas?
Existe em alguma realidade mutavel em algum lugar. Alguma pessoa acorda todo dia em uma realidade diferente, já tendo toda uma vida nessa realidade. E como toda realidade, existe a existência, e questões existenciais. Aqui relatos deste alguem...
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quarta-feira, 4 de maio de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Tribo dos sapiens-cariris
-Imagine, ou melhor, pense. A história é empírica, certo? Perguntou Artor.
-Sim. Respondeu a Índia.
-A empiria é contingente, digo, do empírico no máximo posso aproveitar as indulções?
-Sensações, sim, sim!
-Do contingente não posso ter conhecimento algum, nada que seja certo. Sendo a história empírica é também contingente. O conhecimento está em colocar métodos de entendimento da razão no fenômeno, que é icognocível como objeto em si. E relações sociais, são também história, certo?
-Certo. Afirmou a Índia.
-Sendo a história, relações sociais, contingentes, meros fenômenos, não tem valor de conhecimento a priori, não tem valor de verdade. Compreender isso hoje me fez aceitar a solidão. E você, pequena Índia, como lida com a solidão.
-Não, a história é um passado. Pode até não ter valor de verdade, mas fez parte. Foi fruto que uma falta que pode ou não ser suprida.
-Não entendi.
-Fez parte de sua vida, a solidão é fruto que alguma perda que pode vir a ser suprimida por alguma outra coisa. A solidão deve sim ser vivida para que esse fato que se fez sentir possa ser encarado como algo contingente.
-Mas isso não me traz conhecimento algum da realidade, nem me faz um homem melhor.
-Da realidade não, mas uma homem melhor sim, Artor. Já pensou como seria se nada fosse sentido? Ou transmitido sem uma relação sentimental e racional. Não seria possível uma relação lógica.
-A pergunta é: De que vale o sentimento? Da razão, é importante uma relação com ela, mas ela não se dá no contingente.
-Um sentimento, em primeiro lugar, é uma junção do que seus sentidos absorvem e transmitem. Sem o sentimento não poderíamos ser diferenciados de qualquer outra coisa, sim, o pensar é parte dos sentimentos.
-A lógica precisa dos sentimentos?
-Sim, Artor. Duas premissas e uma conclusão. Todas as indulções feitas com as mesmas precisam ser passadas pelo sentimento.
-A lógica não precisa de indulção, embora possa usar a mesma, auto-deturpando-se. Zeus é deus. Deus é imortal, logo; Zeus é imortal. Neste silogismo quase modus barbara nada depende da empiria, ou, me dirá que Zeus é dado no empírico, mesmo para os gregos clássicos?
-Zeus vem a ser a necessidade de um ente com os sentidos mais apurados. Tendo-se este, temos também sentidos, como dizem os mitos.
-Então outro silogismo: Toda alma é incorpórea,Todo incorpóreo é icognocível, logo; Toda alma é icognocível. Aqui não há indulção ou dependência da empíria, ou há?
(...)
-Sim. Respondeu a Índia.
-A empiria é contingente, digo, do empírico no máximo posso aproveitar as indulções?
-Sensações, sim, sim!
-Do contingente não posso ter conhecimento algum, nada que seja certo. Sendo a história empírica é também contingente. O conhecimento está em colocar métodos de entendimento da razão no fenômeno, que é icognocível como objeto em si. E relações sociais, são também história, certo?
-Certo. Afirmou a Índia.
-Sendo a história, relações sociais, contingentes, meros fenômenos, não tem valor de conhecimento a priori, não tem valor de verdade. Compreender isso hoje me fez aceitar a solidão. E você, pequena Índia, como lida com a solidão.
-Não, a história é um passado. Pode até não ter valor de verdade, mas fez parte. Foi fruto que uma falta que pode ou não ser suprida.
-Não entendi.
-Fez parte de sua vida, a solidão é fruto que alguma perda que pode vir a ser suprimida por alguma outra coisa. A solidão deve sim ser vivida para que esse fato que se fez sentir possa ser encarado como algo contingente.
-Mas isso não me traz conhecimento algum da realidade, nem me faz um homem melhor.
-Da realidade não, mas uma homem melhor sim, Artor. Já pensou como seria se nada fosse sentido? Ou transmitido sem uma relação sentimental e racional. Não seria possível uma relação lógica.
-A pergunta é: De que vale o sentimento? Da razão, é importante uma relação com ela, mas ela não se dá no contingente.
-Um sentimento, em primeiro lugar, é uma junção do que seus sentidos absorvem e transmitem. Sem o sentimento não poderíamos ser diferenciados de qualquer outra coisa, sim, o pensar é parte dos sentimentos.
-A lógica precisa dos sentimentos?
-Sim, Artor. Duas premissas e uma conclusão. Todas as indulções feitas com as mesmas precisam ser passadas pelo sentimento.
-A lógica não precisa de indulção, embora possa usar a mesma, auto-deturpando-se. Zeus é deus. Deus é imortal, logo; Zeus é imortal. Neste silogismo quase modus barbara nada depende da empiria, ou, me dirá que Zeus é dado no empírico, mesmo para os gregos clássicos?
-Zeus vem a ser a necessidade de um ente com os sentidos mais apurados. Tendo-se este, temos também sentidos, como dizem os mitos.
-Então outro silogismo: Toda alma é incorpórea,Todo incorpóreo é icognocível, logo; Toda alma é icognocível. Aqui não há indulção ou dependência da empíria, ou há?
(...)
terça-feira, 8 de março de 2011
Realidade: Tribo dos sapiens-cariris
Hoje pareceu ser um dia difícil para o grande Artor. Sua tribo fez com que acordasse cedo para copiar grandes papiros da sua cultura indígena. Não que todos soubessem dos conhecimentos desses papiros, o que seria muito bom. Artor era quase como um grande estudante da tribo indígena, era assim que era visto, embora não dessem muito valor aqueles que pensam os papiros. É, essa é uma cultura indígena degenerada.
Não fez seu trabalho com os papiros. Querem demais do Artor, aparentam nem se importar com a sua falta de competência para fazer qualquer coisa. Ainda sim é um dos melhores. Essa tribo está perdida!
Parece simples afirmar o que ocorreu a tarde. Burocracia indígena. O que faremos por isso? Quanto é o limite dos peixes? Até onde vai o rio? (...) Não que isso fosse importante, mas Artor talvez desejasse algo mais.
E de que adiantou até essa parte do dia? Nada aprendeu... mas talvez tivesse ele aprendido até demais depois...
É... aparentemente este seria um dia normal... um dia qualquer...
Porém, depois da conversa a margem do mais belo lago. Sobram apenas Artor, a India e o Sonhador. Começam a conversar sobre suas vidas. Simples, tristeza. O Sonhador estava triste pois não tinha o relacionamento que queria. Talvez nunca tivesse chegado a ter. Artor talvez tivesse começado, talvez não que quem gostasse... A India certamente teve, e chegou ao fim.
Artor observou. Afirmou:
As coisas deveriam terminar quando se chegasse ao fim.
Não é assim, os indios prolongam depois do fim e parece ser ruim isso, só destrói ambos. Na volta reparou que não gosta da cultura indígena. As mulheres nesta época ficam mais perfumadas mas seu perfume tem um odor menos profundo do que o da bebida.
Não fez seu trabalho com os papiros. Querem demais do Artor, aparentam nem se importar com a sua falta de competência para fazer qualquer coisa. Ainda sim é um dos melhores. Essa tribo está perdida!
Parece simples afirmar o que ocorreu a tarde. Burocracia indígena. O que faremos por isso? Quanto é o limite dos peixes? Até onde vai o rio? (...) Não que isso fosse importante, mas Artor talvez desejasse algo mais.
E de que adiantou até essa parte do dia? Nada aprendeu... mas talvez tivesse ele aprendido até demais depois...
É... aparentemente este seria um dia normal... um dia qualquer...
Porém, depois da conversa a margem do mais belo lago. Sobram apenas Artor, a India e o Sonhador. Começam a conversar sobre suas vidas. Simples, tristeza. O Sonhador estava triste pois não tinha o relacionamento que queria. Talvez nunca tivesse chegado a ter. Artor talvez tivesse começado, talvez não que quem gostasse... A India certamente teve, e chegou ao fim.
Artor observou. Afirmou:
As coisas deveriam terminar quando se chegasse ao fim.
Não é assim, os indios prolongam depois do fim e parece ser ruim isso, só destrói ambos. Na volta reparou que não gosta da cultura indígena. As mulheres nesta época ficam mais perfumadas mas seu perfume tem um odor menos profundo do que o da bebida.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Realidade: Tribo dos sapiens-cariris
-Já se imaginou morrendo? Pergunta Artor.
-Já, de várias formas e maneiras, to pensando qual a melhor e por em prática! E você? Responde a India.
-Já, mas como não conheço a morte não sei se a minha é certa, você quer morrer?
-SIM. Espero ansiosa, tem dia mais que outros. Pretendo morrer no entardecer ou na madrugada, para que o ultimo dia não fique pedente. E pretendo voltar. Acredito nisso, não sei como explicar mas acredito.
-É talvez seja tudo crença, mas o que há depois da morte? Será que faz sentido falar sobre isto? Percebo que sou egoista falando deste assunto. Sei que tem o pleno direito de morrer, minha ideologia deve dizer que vá, morra. Mas meu egoismo que o contrário. Apenas quer que você fique aqui. Até onde vai o ego humano? Seria a ideologia mais forte?
- Será que alguem já tentou ir contra essa ideologia e mesmo assim morreu? E tendo outro lado, o da morte, como se pode fazer juizo daquilo que não sabe? Pensar nisto não me parece egoista mas um espécie de consolo para as mazelas da vida. Egoista não por querer estar aqui, talvez seja por esperar algo melhor. Ou não, apenas o prazer de continuar sofrendo ou apenas vivendo como a massa.
-Bem, este assunto da morte me parece bem resolvido, com um nada bem grande. Tenho outra pergunta, qual é o seu vício se é que tem algum.
-Já, de várias formas e maneiras, to pensando qual a melhor e por em prática! E você? Responde a India.
-Já, mas como não conheço a morte não sei se a minha é certa, você quer morrer?
-SIM. Espero ansiosa, tem dia mais que outros. Pretendo morrer no entardecer ou na madrugada, para que o ultimo dia não fique pedente. E pretendo voltar. Acredito nisso, não sei como explicar mas acredito.
-É talvez seja tudo crença, mas o que há depois da morte? Será que faz sentido falar sobre isto? Percebo que sou egoista falando deste assunto. Sei que tem o pleno direito de morrer, minha ideologia deve dizer que vá, morra. Mas meu egoismo que o contrário. Apenas quer que você fique aqui. Até onde vai o ego humano? Seria a ideologia mais forte?
- Será que alguem já tentou ir contra essa ideologia e mesmo assim morreu? E tendo outro lado, o da morte, como se pode fazer juizo daquilo que não sabe? Pensar nisto não me parece egoista mas um espécie de consolo para as mazelas da vida. Egoista não por querer estar aqui, talvez seja por esperar algo melhor. Ou não, apenas o prazer de continuar sofrendo ou apenas vivendo como a massa.
-Bem, este assunto da morte me parece bem resolvido, com um nada bem grande. Tenho outra pergunta, qual é o seu vício se é que tem algum.
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